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terça-feira, 15 de março de 2011

CULTURA

É preciso que o jovem conheça um vasto mundo cultural para que o mesmo possa estar conectado com a sociedade, dividindo ideias, trocando conhecimentos, participando da opinião de outros jovens. Pensando assim, o aluno JARBAS vai buscar de tais eventos e observa o que está acontecendo de bom nas telas dos cinemas, ou em DVDs. Por isso produz resenhas, como a de Isabel Natália – aluna do 1º ano B Médio Inovador.

“HIGH SCHOOL MUSICAL 1 é ótimo para jovens, traz a participação de atores espetaculares, e com isso o filme torna-se alegre e engraçado. Podemos vivenciar cenas incríveis envolvidas na mistura de danças e ritmos, porém, como a maioria dos filmes, que sempre trazem erros de gravação, podemos perceber uma falha em uma cena na qual os jovens estão na cantina da escola e começam a cantar, nesse momento, o telespectador pode observar que no momento em que a garota que faz o papel de cantora – Charpen – está descendo as escadas, em um movimento rápido da câmera é perceptível que a mesma permanece no mesmo local.

O tema desse musical está focado em um casal de jovens que se apaixonam e começam a cantar juntos, Gabriela Montes e Troy Bouton – os atores principais - eles formam uma dupla espetacular, que faz o público se emocionar. Um outro foco é o jogo de basquete do grupo de Audiquest, no qual os jogadores tem como capitão o Troy Bouton, um jovem de apenas 17 anos, com uma participação encantadora por ser lindo e inteligente, e também um ótimo dançarino, por isso ele faz o público vibrar.

O filme traz uma boa atuação criativa com melodias que emocionam a todos e danças super incrível. É um filme que ‘convence’ o telespectador.”

sexta-feira, 11 de março de 2011

               Todos eram morenos e altos, e estavam vestidos com trajes iguais, trajes de formatura. Era uma noite clara, iluminada pela lua que parecia redondamente linda. Os postes, nem todos funcionavam, mas era suficiente para iluminar a rua nobre da cidade de Olinda.  
            Eu vinha da praça central com um grupo de pessoas, mas logo percebi que já caminhava sozinha, andava tão distraída, lendo aqueles anúncios, que não percebi que já estava sendo cercada pelo grupo que vestia trajes de formatura.Um deles puxou um revolver de porte pequeno e fez sinal para que eu não gritasse, e em seguida falou:
- É o seguinte, moça, não quero lhe machucar, é só você fazer o que eu vou mandar. Vamos assaltar o banco do quarteirão 13 e precisamos  de uma pessoa para acionar todos os alarmes. Se você for boazinha pode até receber recompensa...
Meu subconsciente pedia para que eu corresse, mas minha razão foi maior e acabei aceitando. Eles me deram um dos trajes, mas o meu vinha acompanhado com uma luva. Pensei em perguntar por que eles queriam acionar os alarmes, mas nesse momento, o mais velho do grupo, que aparentava ter uns 40 anos,  falou:
- Desse modo, vamos manter a polícia ocupada... e você, moça, vai ficar com aquele grupo. Vai acionar todos os carros desse e do outro quarteirão.
O telefone de um dos homens tocou e ele andou um pouco, creio que era para que eu não escutasse a conversa, mas ainda consegui escutar quando ele disse:
- Ela topou...talvez sim...parece ser uma boa pessoa...
O relógio marcava duas horas da madrugada, já haviam passado cinco horas depois de terem  me obrigado a participar do esquema, então fomos trabalhar.
Eu e um homem aparentando ter uns 20 anos começamos a quebrar os vidros dos carros. Alguns disparavam, e outros não. Uma parte do grupo tocava nas campainhas, e o resto, cerca de 10 homens, quebrava as vidraças, cinco minutos depois os dois quarteirões estavam agitados com alarmes disparados... Nós saímos em um caminhão carregado de armas e bombas. Meia hora depois, guiando por uma BR, eles aplicaram em mim um liquido que não consegui mais ficar acordada e acabei apagando por completo. Acordei em um hotel, e debaixo do meu travesseiro tinha um bilhete que dizia: “Obrigado”. Perguntei na recepção onde eu estava e ha quanto tempo.
- Aqui é Umbuzeiro, há  três dias a senhora está dormindo...
Voltei para casa em um taxi, o hotel já estava pago. Resolvi não denunciar, pois minha vida voltou ao normal. 
Dayara Medeiros

A menina do dedo mágico


       Carol era uma adolescente normal que gostava muito de ler livros com seus colegas Lucas e Marta. Seu livro preferido era de bruxas, fadas e magos.
      Tudo começou no verão do ano de 1997 na  França.
       A caminho da escola, Carol olhou para o céu e viu um ônibus, que com muita velocidade passou em frente de seus olhos, ela só conseguiu ver a seguinte frase: "Quer ser diferente"? A menina logo pensou: "Desde quando ônibus voa?".
Ao chegar na escola, decidiu contar a Lucas e Marta o que aconteceu. E com o olhar esquisito falou:
     - Gente, vocês precisam saber o que os meus olhos viram.
    Lucas que sempre foi curioso, perguntou:
     - O quê? Não me diga que viu um super herói dos quadrinhos infantis!
     Carol com raiva gritou na biblioteca:
     - Eu vi um ônibus voador que estava escrito "Quer ser diferente?"
     Marta falou:
     - Nossa, mas que legal, um ônibus voador, igual a história de Harry Potter. Eu também quero ver.
    Lucas respondeu:
     - Carol, será que você é especial? Porque eu nunca encontrei, e aposto que a Marta também nunca viu um ônibus voador.
    Marta falou:
    - Eu acho que você, Carol, é uma fada especial, com poderes incrívéis, você deve colocar esse poder para fora, entendeu "amiguxa"?
   Carol entendeu o recado de sua melhor amiga, e decidiu descobrir se ela era especial mesmo.
   Ao chegar em sua casa, Maria – que era a sua mãe,  perguntou:
    - Mas que demora é essa minha filha?
   Carol respondeu:
   - Não foi nada mãe, a professora só largou a 8ª série um pouco tarde.
  Rapidamente, a menina almoçou e decidiu ir ao porão, pois lá ninguém chegaria para atrapalhar.
    Na primeira tentativa, Carol tentou levitar um livro dizendo:
  -  Beg, Beg!
   Mas o livro não  saiu do lugar.
   Na segunda tentativa, lá estava ela novamente com o livro dizendo:
 - Levetion!
   Finalmente conseguiu, e rindo ela disse:
 - Consegui, tenho que contar a Marta e Lucas.
 Apontando o dedo na direção do celular, disse:
 - Lug mart.
   O celular caiu em direção às garrafas de vidro causando um barulho tão alto que sua mãe escutou. Sabendo que sua mãe viria, apontou o dedo para si mesma, e disse:
 - Gardvoar!
   Que pena! Carol transformou-se em uma borboleta. E o pior é que ela não pôde desfazer o feitiço.
   Sua mãe chegou ao porão e só viu uma borboleta e um livro aberto, onde estava escrito: "Sou uma fada!"

Carlos Antonio da Silva – 1º ano Inovador B

As drogas da fama

        Certa feita, em 1993, Isabel, uma garota de 17 anos, estava em mais uma luta diária no  sinal, vendendo doces, quando  passou um rapaz que agenciava modelos e se interessou por ela, então  a chamou para conversar:
-Olá tudo bem?
-Sim,  só em mais um dia de luta...
         -Você é muito bonita sabia?
-Não sei não, sou muito desleixada e feia, não tenho tempo pra me cuidar.
-Sou agenciador de modelos e se quiser fazer um teste, aqui está o meu cartão, até mais.
Isabel ficou a pensar que podia ser o seu futuro, e foi procurar o tal rapaz. Chegando lá, apresentou-se e falou:
 -Olá, resolvi lhe procurar.
 -Há, que bom, vamos ao teste.
 Tirada as fotos, o rapaz afirmou com toda certeza:
 -Você é linda, e se quiser pode fazer muito sucesso.
 -É sério? - perguntou Isabel de forma exaltada.
 -Claro que sim.
Acreditando no que ouvia, ela exclamou:
 -Ah! Obrigada! Meu Deus!
Percebendo a empolgação de Isabel, o rapaz acrescentou:
 -Já tenho até trabalhos pra você...
Passaram-se os anos e cada vez mais Isabel estava no auge da fama, mas as drogas entraram na vida dela, sua carreira estava a perigo.
O delírio pelo uso das drogas chegou a tanto que Isabel suicidou-se. Tinha uma carreira brilhante, mas jogou tudo pro alto por conta das drogas.

Gilvan Barros – 2º ano B

Oh, que saudade!

Na casa em que residia com meus pais em outra cidade, fizemos um lindo jardim onde plantamos diferentes tipos de flores, de cores muito belas, perfumadas e transparentes. O quintal era grande, e com calma, ali estava sempre eu e minha mãe limpando, e com a colher de pedreiro ela afastava as formiguinhas, colocava remédio e estrume. O tempo passava rápido, nem sentia a hora passar, e o tempo corria. No inverno, todas as noites lembro-me da casa da minha mãe, onde quero estar sempre presente, com as lembranças.
Quando o rio transbordava, o campo de futebol alagava, as pessoas ficavam agitadas com as enchentes, então minhas plantinhas sofriam. Minha mãe refazia o jardim, comprando novas plantinhas. Eu sentava satisfeita e ficava admirando nosso jardim e sentindo o sabor da comida de minha mãe.
Autor não identificado

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conto

Após participarem de uma rodada de leitura e interpretação dos contos de Álvares de Azevedo - Uma Noite na Taverna - da Segunda Fase do Modernismo Brasileiro, os alunos foram convidados a produzirem seus próprios contos, voltados para as características dessa Geração. O conto abaixo é o resultado dessa manhã maravilhosa na qual todos os alunos participaram.


Uma noite no Bordel


Me chamo Bob Edward, tenho 45 anos, e trabalho como sapateiro numa loja, no centro da cidade de São Paulo. Sou casado e tenho uma filha chamada Renata, não me considero um bom pai, pelo contrário, quando minha filha tinha 11 anos de idade, a expulsei de casa pelo fato de ela ser muito rebelde, não falo mais com ela e não a vejo há 5 anos. Dizem que ela está bem, e que está com a avó. Por esse simples acontecimento, minha esposa está muito mal humorada comigo, ela está completamente errada, eu sou pai, sei o que é melhor pra minha filha.
Uma noite fui extravasar as mágoas com uns amigos, fomos beber e jogar. Bebemos tanto, e acho que dei até sorte, pois ganhamos muito dinheiro no bingo, que para comemorar o feito, meus amigos me levaram à uma casa noturna. No começo, não quis, pois nunca tinha traído minha esposa, mas como os rapazes faziam parecer tão normal acabei aceitando, e afinal quem estava errada era minha esposa, e todo homem tem suas necessidades.
Para mostrar que eu era valente, pedi a garota mais cara, disseram que a rameira só entraria no quarto se eu estivesse de olhos vendados e ela também, eu aceitei. Entrei no quarto, coloquei o lenço nos olhos, senti o bater da porta, ela tinha entrado e disse que também estava com o lenço no olho, então ela conseguiu me achar e eu comecei a apalpá-la, depois perdi o controle e tirei o lenço dos meus olhos, e percebi que tinha acabado de apalpar minha própria filha.
Larissa Pereira, Daniella Regina - 2°A

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Artigo de opinião

                    ARTIGO DE OPINIÃO

Atualmente fica difícil para o jovem identificar o sentimento do outro como verdadeiro, ou não, por isso, para não decepcionar-se diante das rejeições, criaram o termo “ficar”, diante dessa realidade, os alunos do 3º ano A produziram textos, no qual expuseram seus pontos de vista diante de tal situação; portanto você conhecerá agora o que pensam alguns jovens a partir do texto produzido por Amanda Gabrielly.

            “Nos dias atuais, nem todos os jovens querem compromisso com outro jovem. Uns dizem ser pela liberdade de só “ficar”, outros não querem ficar sem compromisso, porque acham errado, ou a religião não permite, entre outros motivos. Nota-se na maioria deles que os mesmos fogem mesmo é da desilusão.
            Talvez por experiências própria, ou observações das experiências alheias, os jovens tenham medo de se apegar a uma pessoa, não entregar-se ao outro e acabar sofrendo. Houve a época em que sofrer por amor era bonito, embora hoje em dia tenha, ainda, um pouco disso, a maioria não quer o sofrimento, e a maneira mais fácil de evitá-lo é não se envolvendo sentimentalmente.
            Na verdade, todos estão à procura de alguém que lhe passe a sensação de que são completados pelos companheiros, embora todos já sejam completos, plenos. Eles buscam a felicidade naquela pessoa, depositam expectativas e se não as alcança, logo desistem e resolvem apenas “ficar”, para não passar por tudo de novo."
Amanda Gabrielly P. da Mota

sábado, 18 de dezembro de 2010

Redação de Sandriny

Cinza é a mistura do preto com o branco. Por mais que se tente combater o preconceito racial, sempre haverá a separação entre o preto e o branco, o claro e o escuro... Por que será que na consciência alheia, os brancos sempre consideram os negros como pessoas de má índole? Ou a classe ou raça desfavorecida?
A resposta para isso vem da forma de pensar ultrapassada dos anos 1.500 no qual os negros sempre ocuparam a posição de escravos, guardando um passado de violência e torturas, quando na verdade eles foram a grande base na econômica para a consolidação estrutural do país. Hoje, se pararmos para analisar pensamentos e perguntas como: "a maioria dos marginais são negros?", "Negro nunca cresce na vida!", "Negro só serve para trabalhar pesado", predomina sobre a forma de pensar e atuar na sociedade. Quando na verdade isso decorre da falta de oportunidades e do próprio preconceito em ação. Pois quando se tem a pele mais escura tudo fica mais difícil: cursos, escolas, trabalhos, e até a própria universidade, que para um negro possa ingressar teve que ser implantado um sistema de cotas, ou do contrário eles quase não teriam este direito. E é por esse e outros motivos  que o negro enxerga o caminho da marginalidade, para buscar suprir suas necessidades vitais.
A classificação social dos afro-descendentes sempre são as mais baixas. Para começar, estes não tem nem nem posição social como se reflete em pensamentos do cotidiano por isso são tidos sempre como subalternos desde a antiguidade. Aliás os negros quase nunca ocuparam uma boa posição na cadeia social. Estão sempre sendo oprimidos e nunca se tornam opressores, sempre temem e nunca são temidos, por falta de espaço para que o próprio crie, evolui, cresça, torne-se alguém de nome e personalidade pública.
Ainda é lamentável esta situação, afinal séculos se  passaram, foram quebradas as correntes, mas criou-se a escravidão invisível ou seja o preconceito. A visão antiga ainda persiste e é cultivada de forma absurda afinal há espaço no arco-íris para todas as cores menos para o cinza.
Sandriny